4 out · Bruna Monte · Sem Comentários

Como lidar com o “medo de estranhos” da criança?

Bebês precisam de previsibilidade e segurança, dentre outros fatores essenciais. Evitar pessoas estranhas e reagir negativamente a situações e objetos desconhecidos é um comportamento normal e esperado.

Por volta dos nove meses, o bebê tende a manifestar essas reações com alguma frequência. Isso acontece porque nessa idade a criança consolida laços de apego seguro, ou seja, ela “se apega” a determinadas pessoas que costumam lhe oferecer cuidados e amor.

É normal que nessa idade o bebê se esconda, chore ou se irrite quando alguém tenta lhe tocar, sorrir e conversar. Ao compreender que é um ser separado da mãe, o bebê pode apresentar ansiedade de separação nas primeiras experiências em creche. Mas os pais devem ficar tranquilos: a ansiedade é normal em crianças de um ano, acentua-se aos dois anos e pode permanecer intensa ao longo dos três anos. Após esse período, elas já controlam melhor suas emoções e impulsos.

Nessas situações de ansiedade, o melhor a fazer é oferecer colo, carinho e atenção. Os sentimentos com que bebês e crianças pequenas têm que lidar são intensos. Cabe ao adulto respeitar, acolher e apoiar, tendo em vista que esse apoio é necessário e incentiva a autonomia no futuro próximo.

Um alerta: ter em vista a promoção da autonomia é essencial. Do contrário, corre-se o risco de superproteção e dependência exagerada. Sendo assim, diante de um episódio de angústia com estranhos ou de ansiedade de separação, ofereça seu apoio, seja sensível aos sinais de desconforto da criança e a ajude a se acalmar. Ou seja, ofereça um terreno seguro para que ela possa, em breve, lidar com o novo de forma curiosa e suave, com o menor estresse possível.

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