26 set · Bruna Monte · Sem Comentários

Qual a importância da presença da figura paterna no desenvolvimento da criança?

A ideia da família composta por pai e mãe ainda é o modelo social, mental, cultural e moral prevalente em muitas culturas e mesmo onde já não é maioria, ainda é tido como referência. Por isso a maioria dos estudos e pesquisas sobre o tema ainda retratam um mundo em que pai e mãe estão presentes no dia a dia da criança – o que pode não ser verdade em muitos casos.

 

A maioria das pesquisas sobre crianças se baseia nesse paradigma e comparam crianças que convivem com pai e mãe com crianças que crescem em outros ambientes familiares. Na maioria esmagadora dos casos – especialmente no que diz respeito a comportamento e desempenho escolar – as crianças que crescem com pai e mãe levam vantagem – mesmo considerando diferenças no nível socioeconômico dos pais.

 

Nas últimas décadas começaram a surgir estudos mais aprofundados sobre o tema. Robert Levine, professor emérito da Universidade de Harvard – e sua esposa Sarah LeVine estudaram o tema por mais de 4 décadas, em diferentes culturas.

 

Eles observam que as crianças são muito mais vivas, fortes, independentes e resilientes do que podemos imaginar. Ou seja, asseguradas as condições mínimas para sobreviver, elas resistem a diferentes arranjos familiares e a diferentes formas de tratamento pelos seus pais. Mas em qualquer arranjo a consistência no comportamento dos adultos é o fator que assegura maior impacto.

 

O tema é complexo e interessante, voltaremos a ele em outros oportunidades.

Para quem tem interesse no assunto, vale a leitura do livro ‘Do Parents Matter?’, de Robert Levine.

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