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5 jul · Yana Vale · Sem Comentários

Entrevista com Suzana Cadaval

A arquiteta responsável pela criação dos novos brinquedos da Praça Nossa Senhora da Paz conta em entrevista o que o público pode esperar do novo layout do Parque Infantil.

 

 

O que os frequentadores do parque infantil da Praça N. Sra. da Paz podem esperar dos novos brinquedos?

 

Suzana Cadaval: Os brinquedos Suzana Cadaval Playgrounds que serão instalados na Praça Nossa Senhora da Paz são criados pensando em proporcionar para as crianças momentos de diversão que estimulem a criatividade, a sociabilidade, a superação de limites com formas que fazem parte do universo lúdico delas.

 

Como esses brinquedos são criados? Quais as fases dos processos?

 

Suzana Cadaval: Os brinquedos são criados levando em consideração a faixa etária das crianças, a segurança e o estímulo a ser gerando por cada equipamento.

 

Primeiro é feito um projeto de cada brinquedo, um protótipo para ajustes dos detalhes e depois começa a fase de execução propriamente dita. O material escolhido é preparado desde a fase bruta até o acabamento final passando pelas nossas equipes de marceneiros, fibreiros, serralheiros e especializada para cada processo: marcenaria, serralheria, fibra de vidro, etc.

 

Finalizada a fase de execução, levamos as partes e montamos nos espaços. Alguns modelos podem ser alterados com o tempo sempre buscando o aperfeiçoamento do equipamento e sua utilização.

 

Quais fatores você considerou ao construir e sugerir os novos brinquedos do parque?

 

Suzana Cadaval: A Prefeitura do Rio de Janeiro/Fundação Parques e Jardins via Creche Primeiros Passos que adotou o parque direcionou a faixa etária e indicou o espaço disponível. Procuramos então complementar os brinquedos existentes com elementos novos que faltavam, retirar e relocar alguns existentes, adequando para que o espaço possuísse um novo layout, melhor considerando a finalidade de lazer e convívio do espaço.

 

Quais as características comuns dos brinquedos? Elas terão orientações para o público? Alguma sinalização?

 

Suzana Cadaval: Serão feitos quase todos em madeira, material para harmonizar com os existentes e considerando que a madeira é um material que tem um conforto térmico e resiste bem aos efeitos naturais do tempo, inclusive sem danos causados pela maresia. Os brinquedos possuem placas de orientação de faixa etária a serem utilizados. Estas plaquinhas ficam fixadas diretamente no equipamento em lugares visíveis.

 

Além de proporcionar divertimento, esses brinquedos foram desenvolvidos para trabalhar habilidades específicas do desenvolvimento motor das crianças? Quais são essas habilidades?

 

Suzana Cadaval: Sim, ao brincar, as crianças além de trabalhar o controle motor através do equilíbrio, força, tato e agilidade começam a perceber o próprio corpo dominando e redefinindo os seus movimentos trabalhando também o sistema respiratório e cardiovascular.

 

Na sua nova configuração, o Parque foi projetado para concentrar as crianças por faixas etárias. Quais são essas faixas? Quais as razões (ou vantagens) para isso?

 

Suzana Cadaval: Sim, sem segregar totalmente as faixas etárias, deixando o livre acesso entre eles pois dependendo da criança ela poderá ter mais ou menos facilidade de uso de cada desafio. Esta setorização serve apenas de proteção para que as crianças sem interesse afins se agrupem naturalmente e as maiores não atropelem as menores.

 

Que materiais você utiliza na construção desses brinquedos? São ecológicos?

 

Suzana Cadaval: São utilizadas madeira eucalipto de reflorestamento certificado, tubos metálicos e fibra de vidro nos escorregadores e em detalhes onde a madeira não atende o necessário.

 

Como você processa a tarefa de idealizar brinquedos e espaços?

 

Suzana Cadaval: Procuro entrar no imaginário infantil das crianças e também acessar as lembranças de uma infância bem vivida no interior de Minas Gerais, além da bagagem do conhecimento adquiridas durante meu curso de arquitetura na UFMG. Observo sempre o comportamento das crianças desde o nascimento da milha filha mais velha que hoje já tem 30 anos, além de estar sempre pesquisando novas tendências.

 

Como você pensou a segurança das crianças aplicada nesses brinquedos?

 

Suzana Cadaval: Os brinquedos devem oferecer segurança dos riscos eminentes, mas também nós não podemos superproteger as crianças e tirar delas o aprendizado do que ela pode e do que ela não pode para não se machucar.

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